RAIA | Red Audiovisual Iberoamericana

Somos assaltados diariamente por imagens de todos os tipos. Invariavelmente essas imagens carregam mensagens, visões de mundo, interpretações sobre o que somos e o que devemos ser e fazer.


Dominado por um oligopólio composto por seis grandes conglomerados, que juntos reúnem os mais importantes estúdios de cinema, cadeias de TV aberta e à cabo, jornais, rádios, portais de Internet, redes sociais, empresas de videogame e licenciamento de marcas para brinquedos, roupas e os mais variados produtos, o mercado do imaginário é um dos mais potentes do mundo.


O momento atual, de convergência e participação através das redes e telas, é particularmente interessante. Uma trincheira que nos permite alterar de maneira definitiva os sistemas de controle do imaginário, ou nos aprisionar ainda mais dentro deles. 


A Internet, a telefonia celular e os meios de comunicação digital – as chamadas novas mídias, possibilitam a ampliação da capacidade de participação do cidadão em sua vida cultural, seja na constituição do seu próprio imaginário, seja na definição dos rumos das políticas culturais do seu bairro, cidade ou país. 


Por outro lado, observamos a ampliação dos domínios desses conglomerados, que adquirem e manejam os fluxos de informação no espaço cibernético, incorporando empreendimentos e marcas antes relacionados à conquista de autonomia de artistas e produtores de conteúdo.


Atrelado a esse fenômeno, observamos as novas legislações relacionadas ao compartilhamento de informação e propriedade intelectual na web, que favorecem o  domínio das grandes indústrias culturais e diminuem o espaço e a liberdade de troca e acesso ao conhecimento.


Diante disso, quais os espaços de resistência audiovisual e como ocupá-los? Que movimentos estratégicos artistas e ativistas audiovisuais podem adotar para reverter esse quadro e abrir espaços de participação? Como financiar e facilitar a produção e a troca de expressões audiovisuais nesse cenário?  

Etiquetas: controle, display, majors

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Respuestas a esta discusión

Hay una tensión dentro del capitalismo establecido por las condiciones tecnológicas actuales: de un lado las posibilidades abiertas a la creación y el flujo libre de información y de otro el impulso capitalista en la privatizacíon a través de los dispositivos de la propiedad intelectual.

Este conflicto es fundamental debido a la función de la información en el sistema de producción actual. Tecnología de la información y la comunicación (ordenadores, teléfonos, Internet) son también las tecnologías de producción que son reapropiadas por los trabajadores en un movimiento para revertir lo que ocurrió en los albores del capitalismo, cuando los trabajadores fueron separados de los instrumentos de trabajo y obligados a rendirse a la diseño del capital.

Hoy en día, vivimos cada vez más la cultura de hacerlo usted mismo y una amplia producción social se convierte en posible fuera de la capital. A través de múltiples redes y sus interconexiones, esta producción es también una producción de nuevas relaciones sociales y nuevas formas de comunicación, cuya materia prima es la subjetividad, el conocimiento hechos de la experiencia cotidiana de sus agentes, en última instancia, la cultura. Una producción que el capitalismo trata de capturar todos los momentos, para controlar o transformarlo en la ilegalidad "pirata", pero que en gran parte excede y escapa.

En este sistema de producción de información, la fuerza productiva primaria no es energía, como en la era industrial, pero el saber, o mejor, el conjunto de conocimientos y la experiencia de todos los involucrados en la producción, también llamado general intellect. Esta general intellect; en el ámbito del capital está bloqueado y monopolizado por los agentes más poderosos para el control de la innovación tecnológica y en el ámbito de la producción social es abierta y compartida como un bien común.

Esta red social misma no sería un ejemplo de la producción social posible gracias a las nuevas tecnologías y que está fuera del capital? Un lugar donde se reflexiona sobre la resistencia hoy, los intercambios y la transferencia de conocimientos y habilidades relacionadas con las alternativas al modelo dominante?
Grande discussão essa. Há uma tensão estabelecida no interior do capitalismo pelas atuais condições tecnológicas: de uma lado as possibilidades abertas a criação e livre circulação da informação e de outro o ímpeto capitalista em mercantilizá-las, por meio dos dispositivos de propriedade intelectual.

Este conflito é fundamental em virtude do papel da informação no atual sistema de produção. As tecnologias da informação e comunicação (computadores, celulares, internet) são também tecnologias de produção que estão sendo reapropriadas pelos trabalhadores num movimento reverso ao que aconteceu no início do capitalismo, quando os trabalhadores foram separados dos instrumentos de trabalho e obrigados a se entregar aos desígnos do capital.

Hoje, vivemos cada vez mais a cultura do faça você mesmo e uma ampla produção social se torna possível fora do âmbito do capital. Através das redes e suas multiplas interconexões, esta produção é também uma produção de novas relações sociais e novas formas de comunicação, cuja a matéria-prima é a subjetividade, os saberes-fazeres da experiência cotidiana de seus agentes, enfim a cultura. Uma produção que o capitalismo tenta a todo momento capturar, controlar ou jogá-la na ilegalidade como "pirata", mas que em boa parte o excede e o escapa.

Neste sistema produtivo informacional, a principal força produtiva já não é a energia, como na era industrial, mas sim o saber, ou melhor o conjunto dos saberes e conhecimentos de todos os agentes envolvidos na produção, também chamado de general intellect. Este general intellect que na esfera do capital é bloqueado e monopolizado pelos agentes mais poderosos para o controle da inovação tecnológica, na esfera da produção social é aberto e compartilhado como um bem comum.

Esta rede social mesma não seria um exemplo de produção social possibilitada pelas novas tecnologias e que se constitui fora do âmbito do capital? Um lugar onde refletimos sobre a resistência hoje, intercâmbiamos e trocamos saberes e conhecimentos que apontam para alternativas ao modelo dominante?
TEXTO EN ESPAÑOL

A cada día somos atracados por imágenes de todos los tipos. Invariablemente esas imágenes cargan mensajes, visiones de mundo, interpretaciones sobre lo que somos y lo que debemos ser y hacer.

Dominado por un oligopolio compuesto por seis grandes conglomerados, que juntos reúnen los más importantes estudios de cine, cadenas de televisión públicas y privadas, periódicos, radios, portales de Internet, redes sociales, empresas de videojuegos y licencias de marca para juguetes, ropas y los más variados productos, el mercado del imaginario es de los más potentes del mundo.

El momento actual de convergencia y participación a través de las redes y pantallas es particularmente interesante. Una grieta que permite cambiar de manera definitiva los sistemas de control del imaginario o aprisionarnos aún más dentro de estos sistemas.

La internet, la telefonía móvil y los medios de comunicación digitales – los llamados nuevos medios de comunicación – promueven la ampliación de la capacidad de acceso y participación del ciudadano en su vida cultural, sea en la constitución de su propio imaginario, sea en la definición de los rumbos de las políticas culturales de su barrio, ciudad o país. De otro lado, observamos la intensificación del dominio de estos conglomerados, que adquieren y manejan los flujos de información en el espacio cibernético, incorporando emprendimientos y marcas antes relacionados a la conquista de autonomía de artistas y productores de contenido.

Atraillado a ese fenómeno, observamos las legislaciones respecto a la coparticipación de información y propiedad intelectual por la web en todo el mundo, que favorecen el dominio de las grandes industrias culturales y disminuyen el espacio y la libertad de intercambio y acceso al conocimiento.

Delante de lo expuesto ¿cuáles los espacios de resistencia audiovisual y cómo ocuparlos? ¿Qué movimientos estratégicos los artistas y activistas audiovisuales pueden adoptar para revertir ese cuadro y abrir espacios de participación? ¿Cómo financiar y facilitar la producción y difusión de expresiones audiovisuales en ese escenario?
Ao mesmo tempo em que a tecnologia amplia a possibilidade de expressão e de autonomia dos cidadãos, tanto para produzir como para "consumir" um artigo de arte ou até mesmo de informação e conhecimento, o que se percebe é uma readaptação do sistema para englobar essas novas possibilidades (como é de lei no sistema capitalista). O que também ocorre, é uma repetição dos nichos de "consumo", isto é, as pessoas não assistem e consomem as idéias de um canal de televisão, mas frequentam os mesmo websites e redes sociais. Ou seja, não conseguem utilizar o verdadeiro potencial da internet e das novas mídias e tecnologias.

Penso que ao mesmo tempo que alguns conseguem seguir e alterar de alguma forma os sistemas de controle do imaginário, "se libertando", outras (maioria) acaba por aprisionar ainda mais dentro deles. Talvez este seja um processo lento, que não segue o ritmo das inovações (e prefiro pensar que é sim a luz no fim do túnel), mas ao meu ver ainda não chegou o tempo.

Os espaços de resistência são diversos e se ampliam a cada dia, com a disseminação e descentrlização crescente, o sistema perde gradativamente a sua força e acredito que mesmo se readaptando, em um certo momento isso se tornará inevitável, pois o poder do "faça você mesmo" é crescente e cada vez menos restitivo.

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